BIOLOGIA
O candidato deve ter conhecimentos fundamentais em Biologia que
possibilitem compreender a vida como manifestação de
sistemas organizados e integrados, em constante interação
com o ambiente físico-químico; deve reconhecer que tais
sistemas se perpetuam por meio da reprodução e se
modificam no tempo em função de fatores evolutivos,
originando a diversidade de organismos e as intrincadas
relações de dependência entre eles.
Espera-se que o candidato conheça os fundamentos básicos
da investigação científica, reconheça a
ciência como uma atividade humana em constante
transformação, fruto da conjunção de
fatores sociais, políticos, econômicos, culturais,
religiosos e tecnológicos, compreenda e interprete impactos do
desenvolvimento científico e tecnológico na sociedade e
no ambiente.
O exame de Biologia avaliará a formação do
candidato considerando o acima exposto e os conhecimentos
específicos contidos no programa a seguir, sem valorizar a
extensa memorização da terminologia biológica, nem
detalhes dos processos bioquímicos.
PROGRAMA
I- BIOLOGIA CELULAR
I.1. Estrutura e fisiologia da
célula
O candidato deve: (a)
reconhecer a célula como unidade da vida, como um sistema
organizado em que ocorrem as reações químicas
vitais, catalisadas por enzimas; (b)
reconhecer que esse sistema está em constante
interação com o ambiente, realizando trocas controladas
pela membrana celular, transformando materiais e incorporando-os como
seus principais constituintes (proteínas, glicídios,
lipídios, ácidos nucléicos, vitaminas e
água); (c) distinguir os
dois tipos fundamentais de célula (procariótica e
eucariótica), reconhecendo a existência de organelas
celulares com funções específicas; (d) reconhecer a existência de
processos de manutenção/reprodução da
célula, compreendendo como o material genético controla o
funcionamento celular; (e)
reconhecer a mitose como um processo fundamental para a correta
distribuição do material genético para as
células-filhas e a importância do citoesqueleto e da
organização cromossômica nesse processo.
Tópicos
-Estrutura e função das principais substâncias
orgânicas e inorgânicas que compõem as
células vivas: proteínas, glicídios,
lipídios, ácidos nucléicos, vitaminas, água
e nutrientes minerais essenciais.
-Organização básica de células
procarióticas e eucarióticas.
-Fisiologia celular: transporte através da membrana
plasmática e endocitose; funções das organelas
celulares; citoesqueleto e movimento celular; núcleo e seu papel
no controle das atividades celulares.
-Ciclo de vida das células: interfase e mitose.
-A hipótese da origem endossimbiótica de
mitocôndrias e plastos.
II. A CONTINUIDADE DA VIDA NA TERRA
II.1. Hereditariedade e natureza do
material hereditário
O candidato deve: (a)
compreender as relações entre DNA, gene e cromossomo,
reconhecendo que genes são segmentos discretos de
moléculas de DNA com informações genéticas
codificadas em sua seqüência de bases nitrogenadas; (b) relacionar a
segregação e a segregação independente com
os eventos cromossômicos que ocorrem na meiose; (c) compreender como as
informações genéticas codificadas no DNA fornecem
instruções para a fabricação de
proteínas e como estas, ao definirem a estrutura e o
funcionamento das células, determinam as características
dos organismos; (d) conhecer o
princípio básico de duplicação do DNA e que
este pode estar sujeito a erros - mutações - que originam
novas versões (alelos) do gene afetado; (e) compreender que
mutações ocorridas em células germinativas podem
ser passadas para as gerações futuras; (f) conhecer o emprego
tecnológico da transferência de genes, reconhecendo que a
manipulação laboratorial do DNA permite a
identificação de indivíduos, o estabelecimento de
relações de parentesco entre eles e a transferência
de genes entre organismos de espécies diversas, originando os
chamados transgênicos; (g)
saber avaliar as vantagens e desvantagens dos avanços das
técnicas de clonagem, de manipulação do DNA e dos
Projetos Genoma, considerando valores éticos, morais,
religiosos, ecológicos e econômicos.
Tópicos
-As bases moleculares da hereditariedade: estrutura do DNA;
código genético e síntese de proteínas;
mutação gênica e a origem de novos alelos.
-Fundamentos da Genética Clássica: conceito de gene e de
alelo; as leis da segregação e da
segregação independente; relação entre
genes e cromossomos; meiose e sua relação com a
segregação e com a segregação independente;
conceito de genes ligados; padrão de herança de genes
ligados ao cromossomo sexual.
-Manipulação genética e clonagem: aspectos
éticos, ecológicos e econômicos.
II.2. Processos de
evolução orgânica
O candidato deve: (a)
reconhecer a evolução como teoria unificadora dos
conhecimentos biológicos, compreendendo a mutação
como a fonte primária de variabilidade genética e a
seleção natural como principal força direcionadora
da evolução; (b)
compreender a evolução como um processo relativo à
população e não a indivíduos, compreendendo
o papel do isolamento reprodutivo na especiação; (c) conhecer os eventos marcantes da
história da vida na Terra em sua dimensão
espaço-temporal: origem da vida, evolução dos
processos de obtenção de energia, surgimento da
condição eucariótica e da multicelularidade,
diversificação dos seres vivos no ambiente
aquático e conquista do ambiente de terra firme, reconhecendo os
fósseis como evidência da evolução; (d) reconhecer a espécie
humana como resultado do processo evolutivo.
Tópicos
-Idéias fixista, lamarkista e darwinista como tentativas
científicas para explicar a diversidade de seres vivos,
influenciadas por fatores sociais, políticos, econômicos,
culturais, religiosos e tecnológicos.
-Teoria sintética da evolução:
mutação e recombinação como fontes de
variabilidade genética; seleção natural.
-Isolamento reprodutivo e formação de novas
espécies.
-Grandes linhas da evolução: conceito de tempo
geológico; documentário fóssil; origem da vida;
origem e evolução dos grandes grupos de seres vivos;
origem e evolução da espécie humana.
III. A DIVERSIDADE DA VIDA NA TERRA
III.1. Vírus, bactérias,
protistas e fungos
O candidato deve: (a)
reconhecer os vírus como parasitas intracelulares dependentes do
metabolismo da célula hospedeira para se reproduzir;(b) compreender a etiologia, os modos
de transmissão e a importância da prevenção
de doenças causadas por vírus (gripe, poliomielite,
sarampo, varíola, febre amarela, dengue) (c) conhecer a importância
econômica e ecológica das bactérias; (d) conhecer os modos de
transmissão e prevenção de doenças causadas
por bactérias e os princípios de tratamentos por
antibióticos; (e)
caracterizar algas como organismos autotróficos
fotossintetizantes e compreender sua importância
ecológica; (f) conhecer
os ciclos de vida dos protozoários parasitas do ser humano para
propor medidas profiláticas adequadas; (g) conhecer o papel ecológico
desempenhado pelos fungos e sua importância econômica na
alimentação e na indústria.
Tópicos
-Características gerais e aspectos básicos da
reprodução dos vírus, bactérias, protistas
e fungos.
-Importância ecológica e econômica desses
organismos.
-Prevenção das principais doenças humanas causadas
por esses seres.
III.2. Plantas
O candidato deve: (a) conhecer
as adaptações morfológicas e os ciclos de vida dos
principais grupos de plantas, sem se deter na memorização
dos detalhes de cada um, e relacionar a evolução dos
processos reprodutivos com a adaptação das plantas ao
ambiente terrestre; (b)
conhecer a organização básica do corpo de uma
angiosperma, considerando a morfologia externa da raiz, do caule e da
folha, sem detalhes histológicos da morfologia interna,
compreendendo o significado evolutivo do surgimento da flor, do fruto e
da semente; (c) conhecer os
aspectos fundamentais do desenvolvimento das angiospermas e compreender
como elas obtêm água e sais minerais, realizam
fotossíntese, transportam e armazenam nutrientes, relacionando
os principais fatores ambientais e hormonais que interferem nesses
processos.
Tópicos
-Características gerais de briófitas,
pteridófitas, gimnospermas e angiospermas.
-Evolução das plantas e adaptações
morfológicas e reprodutivas ao ambiente terrestre.
-Angiospermas: organização morfológica
básica, crescimento e desenvolvimento; nutrição e
transporte; reprodução.
III.3 Animais
O candidato deve: (a)
reconhecer que todos os animais estão sujeitos aos mesmos
problemas para sua sobrevivência, tais como,
recepção de estímulos do meio,
integração e resposta, obtenção,
transformação e distribuição de alimento,
trocas gasosas, equilíbrio de água e sais em seus corpos,
remoção de produtos finais do metabolismo de
proteínas e perpetuação da espécie; (b) conhecer os ciclos de vida dos
principais animais parasitas do ser humano de modo a compreender as
medidas profiláticas para se evitarem essas parasitoses.
Tópicos
-Comparação dos principais grupos de animais
(poríferos, cnidários, platelmintes, nemátodas,
moluscos, anelídeos, artrópodes, equinodermos, peixes,
anfíbios, répteis, aves e mamíferos) quanto
à alimentação, locomoção,
respiração, circulação,
excreção, osmorregulação e
reprodução, relacionando essas características aos
respectivos hábitats.
-Ciclos de vida dos principais animais parasitas do ser humano e
medidas profiláticas.
III.4. A espécie humana
O candidato deve: (a)
reconhecer o organismo humano como um sistema organizado e integrado ao
ambiente, sujeito aos mesmos problemas básicos de
sobrevivência que os outros animais; (b) compreender os princípios
básicos que regem a digestão, a absorção e
o transporte de nutrientes, a função cardíaca e a
circulação do sangue e da linfa, as funções
do sangue e da linfa, a imunidade, a função renal e a
regulação de água e sais, a
ventilação pulmonar, as trocas gasosas e o transporte de
gases, a interação músculo-esqueleto na
estruturação do corpo e na realização de
movimentos, e o mecanismo da contração muscular; (c) compreender os sistemas nervoso,
sensorial e hormonal como os responsáveis pelo controle das
funções vitais: organização funcional do
sistema nervoso, impulso nervoso e transmissão sináptica,
receptores sensoriais (audição, visão,
olfação, gustação) e receptores
mecânicos, principais glândulas endócrinas, seus
hormônios e suas funções; (d) conhecer os sistemas genitais
masculino e feminino, compreender o controle hormonal dos eventos
ovarianos e uterinos no ciclo menstrual, os modos de ação
e as vantagens e desvantagens dos métodos contraceptivos, assim
como as principais doenças sexualmente transmissíveis
(DSTs), os modos de transmissão e a importância da
prevenção; (e)
compreender a saúde humana como bem estar físico, social
e psicológico, reconhecendo a importância de procedimentos
individuais, coletivos e institucionais na preservação da
saúde individual e coletiva.
Tópicos
-Estrutura básica e fisiologia dos sistemas: tegumentar,
muscular, esquelético, respiratório, digestório,
cardiovascular, imunitário, urinário, endócrino,
nervoso, sensorial e genital.
-Nutrição: requisitos nutricionais fundamentais e
desnutrição.
-Reprodução: gametogênese, concepção,
contracepção, gravidez e parto; regulação
neuro-endócrina da reprodução; doenças
sexualmente transmissíveis.
-Saúde: conceito e indicadores (expectativa de vida e
índice de mortalidade infantil); determinantes sociais do
processo saúde-doença; endemias e epidemias (aspectos
conceituais); a importância do controle ambiental, do saneamento
básico, da vigilância sanitária e
epidemiológica e dos serviços de assistência
à saúde; consumo de drogas e saúde.
IV. OS SERES VIVOS E O AMBIENTE
IV.1. Populações,
comunidades e ecossistemas
O candidato deve: (a)
compreender a complexa inter-relação dos organismos nas
cadeias e teias alimentares, reconhecendo a importância da
fotossíntese na manutenção da vida na Terra; (b) compreender a dimensão
espaço-temporal do estabelecimento dos ecossistemas e as
relações entre as diferentes espécies de uma
comunidade; (c) reconhecer os
grandes biomas terrestres : tundra, taiga, campos e desertos e os
principais ecossistemas brasileiros: florestas, cerrados, caatingas,
campos, manguezais e complexo pantaneiro.
Tópicos
-O fluxo de energia e os ciclos da matéria nos ecossistemas.
-Dinâmica das populações e das comunidades
biológicas: crescimento, interações,
equilíbrio e sucessão.
-Características gerais dos principais biomas terrestres e dos
ecossistemas brasileiros.
IV. 2. Ecologia humana
O candidato deve: (a) analisar o crescimento populacional humano e
avaliar as perspectivas futuras, considerando a produção
de alimentos, uso do solo, a disponibilidade de água
potável, o problema do esgoto, do lixo e da
poluição; (b) reconhecer a necessidade de manejo adequado
dos recursos naturais.
Tópicos
-O crescimento da população humana e a
utilização dos recursos naturais, sob aspectos
históricos e perspectivas.
-Alterações provocadas nos ecossistemas pela atividade
humana: erosão e desmatamento; poluição do ar, da
água e do solo; perda de hábitats e
extinção de espécies biológicas.
-O problema do lixo, armazenamento e reciclagem; o problema do esgoto e
o tratamento da água.
FÍSICA
As questões de Física terão como objetivo avaliar
a compreensão física do mundo natural e
tecnológico, desenvolvida pelo candidato, com especial
ênfase aos temas e aspectos de maior significado para sua
participação e atuação no mundo
contemporâneo.
Espera-se que ele demonstre domínio de conhecimento e capacidade
de reflexão investigativa, em situações que tenham
dimensão tanto prática, quanto conceitual ou
sócio-cultural. Dessa forma, seu conhecimento
físico não deverá reduzir-se à
memorização ou ao uso automatizado de fórmulas,
mas deverá incluir a compreensão das
relações nelas expressas, enfatizando-se a visão
de mundo que os conceitos, leis e princípios físicos
proporcionam. Seu conhecimento físico deve ser entendido
como um instrumento para a compreensão do mundo que o rodeia.
Na primeira fase, o objetivo é avaliar um conhecimento
físico com maior ênfase em seus aspectos prático e
qualitativo, que se deve esperar de qualquer cidadão
universitário, independente de sua futura área de
formação.
Na segunda fase, deverá ser avaliada ainda uma competência
investigativa mais aprofundada, além de um maior domínio
do instrumental físico e de abordagens quantitativas.
A compreensão dos temas específicos de Física
deverá ser avaliada num contexto em que estejam incluídos:
I. Reconhecimento de grandezas significativas para a
interpretação de fenômenos físicos presentes
em situações cotidianas, experimentos simples,
fenômenos naturais ou processos tecnológicos.
Significado das grandezas físicas, além dos
procedimentos, unidades e instrumentos de medida correspondentes.
Noção de ordem de grandeza, relações de
proporcionalidade e escala.
II. Compreensão dos princípios gerais e leis da
Física, seus âmbitos e limites de aplicabilidade.
Utilização de modelos adequados (macroscópicos ou
microscópicos) para a interpretação de
fenômenos e previsão de comportamentos.
Utilização de abordagens com ênfase
fenomenológica, especialmente em temas mais complexos.
III. Domínio da linguagem física, envolvendo
representação gráfica, formulação
matemática e/ou linguagem verbal-conceitual para expressar ou
interpretar relações entre grandezas e resultados de
experiências.
IV. Reconhecimento da construção da Física,
enquanto um processo histórico. Contribuição da
construção da Física para o desenvolvimento
tecnológico e sua dimensão sócio-cultural.
PROGRAMA
Mecânica
1. Movimento, Forças e
Equilíbrio
1. Movimento: deslocamento, velocidade e aceleração
(escalar e vetorial).
2. Forças modificando movimentos: variação
da quantidade de movimento, impulso de uma força,
relação entre força e aceleração.
3. Inércia e sua relação com sistemas de
referência.
4. Conservação da quantidade de movimento (escalar e
vetorial). Forças de ação e
reação.
5. Força peso, força de atrito, força
elástica, força centrípeta.
6. Composição de forças, momento de força e
máquinas simples.
7. Condições de equilíbrio, centro de massa.
8. Descrição de movimentos: movimento linear
uniforme e uniformemente variado; movimento bidimensional
(composição de movimentos); movimento circular uniforme.
2. Energia Mecânica e sua
Conservação
1. Trabalho de uma força. Potência.
2. Energia cinética. Trabalho e variação de
energia cinética.
3. Sistemas conservativos: energia potencial, conservação
de energia mecânica.
4. Sistemas dissipativos: conservação da energia
total.
3. O Sistema Solar e o Universo
1. O Sistema Solar: evolução histórica de
seus modelos.
2. Lei da Gravitação Universal.
3. Movimento dos corpos celestes, satélites e naves no
espaço.
4. Campo gravitacional. Significado de g.
5. O surgimento do Universo e sua evolução.
4. Fluidos
1. Pressão em líquidos e sua transmissão nesses
fluidos.
2. Pressão em gases. Pressão atmosférica.
3. Empuxo e condições de equilíbrio em fluidos.
4. Vazão e continuidade em regimes de fluxo constante.
Termodinâmica
5. Propriedades e Processos
térmicos
1. Calor, temperatura e equilíbrio térmico.
2. Propriedades térmicas dos materiais: calor
específico (sensível), dilatação
térmica, condutividade térmica, calor latente
(mudanças de fase).
3. Processos de transferência de calor.
4. Propriedades dos Gases Ideais.
5. Interpretação cinética da temperatura e escala
absoluta de temperatura.
6. Calor e trabalho
1. Conservação da energia: equivalente mecânico do
calor, energia interna.
2. Máquinas térmicas e seu rendimento.
3. Irreversibilidade e limitações em processos de
conversão calor/trabalho.
Ondas, Som e Luz
7. Fenômenos ondulatórios
1. Ondas e suas características.
2. Ondas mecânicas: propagação,
superposição e outras características.
3. Som : propagação e outras características.
4. Luz: propagação, trajetória e outras
características.
5. Reflexão, refração, difração e
interferência de ondas.
6. Luz: natureza eletromagnética, cor, dispersão.
8. Instrumentos Óticos
1. Imagens obtidas por lentes e espelhos: reflexão e
refração.
2. Instrumentos óticos simples (incluindo o olho humano e lentes
corretivas).
Eletromagnetismo
9. Cargas e Campos
Eletrostáticos
Carga elétrica: quantização e
conservação.
Campo e potencial elétrico.
Interação entre cargas: força e energia
potencial elétrica.
4. Eletrização; indução
eletrostática.
10. Corrente Elétrica
1. Corrente elétrica: abordagem macroscópica e
modelo microscópico.
2. Propriedades elétricas dos materiais: condutividade e
resistividade; condutores e isolantes.
3. Relação entre corrente e diferença de potencial
(materiais ôhmicos e não ôhmicos). Circuitos simples.
4. Dissipação de energia em resistores.
Potência elétrica.
11. Eletromagnetismo
1. Campos magnéticos e ímãs. Campo
magnético terrestre.
2. Correntes gerando campos magnéticos (fios e bobinas).
3. Ação de campos magnéticos: força sobre
cargas e correntes.
4. Modelo microscópico para ímãs e propriedades
magnéticas dos materiais.
5. Indução eletromagnética. Princípio de
funcionamento de eletroímãs, transformadores e
motores. Noção de corrente alternada.
6. Fontes de energia elétrica: pilhas, baterias, geradores.
12. Ondas eletromagnéticas
1. Ondas eletromagnéticas: fontes, características
e usos das diversas faixas do espectro eletromagnético.
2. Modelo qualitativo para transmissão e recepção
de ondas eletromagnéticas.
3. Descrição qualitativa do funcionamento de
comunicadores (rádios, televisores, telefones).
Interações,
Matéria e Energia
13. Interações,
Matéria e Energia
1. Interações fundamentais da natureza:
identificação, comparação de intensidades e
alcances.
2. Estrutura da matéria. Modelo atômico: sua
utilização na explicação da
interação da luz com diferentes meios. Conceito de
fóton. Fontes de luz .
3. Estrutura nuclear: constituição dos
núcleos, sua estabilidade e vida média. Radioatividade,
fissão e fusão. Energia nuclear.
4. Riscos, benefícios e procedimentos adequados para o uso de
radiações.
5. Fontes de energia, seus usos sociais e eventuais impactos ambientais.
HISTÓRIA
Este programa está constituído por um conjunto de temas
que tratam da História do Brasil, da América e Geral,
esta última centrada no Mediterrâneo e na Europa. Do
candidato, espera-se que, com base no conhecimento desses
conteúdos, saiba
a) operar com os conceitos básicos do saber histórico:
com a relação passado-presente e as várias
modalidades do tempo-histórico;
b) identificar, distinguir e relacionar fenômenos
históricos;
c) que o passado pode ser conhecido através das mais variadas
fontes, que vão muito além dos documentos oficiais;
d) que o uso, compreensão e valorização dessas
fontes dependem das interpretações dos historiadores e
estas, por sua vez, do contexto em que eles vive(ra)m.
PROGRAMA
I - História do Brasil
1- A Pré-história e as origens do homem americano.
2- Populações indígenas do Brasil:
experiências antes da conquista, resistências e
acomodações à colonização.
3- O sistema colonial: organização política e
administrativa.
4- A economia colonial: extrativismo, agricultura, pecuária,
mineração e comércio.
5- A interiorização e a formação das
fronteiras.
6- Escravos e homens livres na colônia.
7- Religião, cultura e educação na Colônia.
8- Os negros no Brasil: culturas e confrontos.
9- Rebeliões e tentativas de emancipação.
10- O período joanino e a Independência.
11- Primeiro Reinado e Regência: organização do
Estado e lutas políticas.
12- Segundo Reinado: economia, política e
manifestações culturais.
13- Escravidão, indígenas e homens livres no
século XIX.
14- Imigração e abolição.
15- A crise do Império e o advento da República.
16- Confrontos e aproximações entre Brasil, Argentina,
Uruguai e Paraguai (séculos XIX e XX).
17- Movimentos sociais no campo e nas cidades no período
republicano.
18- Política e Cultura no Brasil República.
19- As transformações da condição feminina
depois da 2a Guerra Mundial.
20- O sistema político atual.
II - História da América
1- Culturas indígenas: maias, astecas e incas.
2- A conquista da América espanhola: dominação e
resistência.
3- As colonizações espanhola e inglesa:
aproximações e diferenças.
4- Formas de trabalho compulsório nas Américas no
período colonial.
5- Idéias e movimentos pela independência política
nas Américas.
6- A formação dos Estados nacionais (América
Latina e Estados Unidos).
7- EUA: expansão para o Oeste e Guerra de Secessão.
8- Modernização, urbanização e
industrialização na América Latina no
século XX.
9- Revoluções na América Latina (México e
Cuba).
10- Crise de 1929, New Deal e a hegemonia dos EUA no pós-guerra.
11- Estado e reforma política: Lázaro Cárdenas e
Juan Domingo Perón.
12- Militarismo, democracia e ditadura na América Latina no
século XX.
13- Manifestações culturais na América no
século XX.
14- Questões políticas da atualidade.
III - História Antiga
1- Culturas e Estados no Antigo Oriente Próximo.
2- O mundo grego.
3- O mundo romano.
IV - História Medieval
1- O cristianismo, a Igreja Católica e os reinos bárbaros.
2- Os mundos do Islão e de Bizâncio.
3- Economia, sociedade e política no feudalismo.
4- O desenvolvimento do comércio, o crescimento urbano e a vida
cultural.
5- A crise do século XIV.
V- História Moderna
1- O Renascimento.
2- As reformas religiosas e a Inquisição.
3- O Estado moderno e o Absolutismo monárquico.
4- Antigo Regime e Ilustração.
5- As Revoluções inglesas do século XVII e a
Revolução francesa de 1789.
6- Revolução industrial e capitalismo.
VI - História
Contemporânea
1- A Europa em guerra e em equilíbrio (1789-1830):
Napoleão, Congresso de Viena e Restauração.
2- A Europa em transformação (1830-1871): as
revoluções liberais, nacionalistas e socialistas.
3- A Europa em competição (1871-1914): imperialismo,
neo-colonialismo e belle époque.
4- O capitalismo nos séculos XIX e XX.
5- Classes e interesses sociais em conflito nos séculos XIX e XX.
6- Arte e cultura nos séculos XIX e XX: do eurocentrismo ao
multiculturalismo.
7- As duas grandes guerras mundiais (1914-1945).
8- As revoluções socialistas: Rússia e China.
9- As décadas de 20 e 30: crises, conflitos e experiências
totalitárias.
10- Bipolarização do mundo e Guerra Fria.
11- Descolonização e principais movimentos de
libertação nacional na Ásia e África.
12- Os conflitos no mundo árabe e a criação do
Estado de Israel.
13- A queda do muro de Berlim, o fim do socialismo real e a
desintegração da URSS.
14- Expansão/crescimento do mundo urbano, as novas tecnologias e
os novos agentes sociais e políticos.
15- Conflitos étnico-religiosos no final do século XX.
QUÍMICA
A Química exerce um relevante papel no desenvolvimento
científico, tecnológico, econômico e social do
mundo moderno. Neste sentido, é de fundamental importância
que o estudante do Ensino Médio compreenda as
transformações químicas que ocorrem no mundo
físico, de maneira a poder avaliar criticamente fatos do
cotidiano e informações recebidas por diversas fontes de
divulgação do conhecimento, tornando-se capaz de tomar
decisões enquanto indivíduo e cidadão.
Desse modo, considera-se importante que, em vez de
memorização extensa, o candidato demonstre capacidade de
observar e descrever fenômenos e de formular para eles modelos
explicativos, relacionando os materiais e as
transformações químicas ao sistema produtivo e ao
meio ambiente.
Na seqüência, são apresentadas algumas
considerações sobre o conteúdo programático
que é detalhado a seguir.
Espera-se que o vestibulando tenha conhecimento de
equações usuais e de nomes e fórmulas
químicas das substâncias mais comuns.
Os modelos atômicos deverão restringir-se apenas aos
clássicos, não incluindo os modelos quânticos
(orbitais atômicos, moleculares e hibridização).
A Tabela Periódica deverá ser entendida como uma
sistematização das propriedades físicas e
químicas dos elementos e, assim, seu uso estará presente
ao longo de todo o programa.
Quanto ao aspecto quantitativo, espera-se do candidato a capacidade de
efetuar cálculos estequiométricos elementares, envolvendo
grandezas como massa, volume, massa molar, quantidade de
matéria, entalpia, etc. Será avaliada, também, a
sua habilidade em cálculos que envolvam
concentração, percentagens e constantes
físico-químicas. Considera-se importante a capacidade de
lidar com relações quantitativas, envolvendo as
variáveis pressão, volume, temperatura e quantidade de
matéria.
As relações de massa e de volume, assim como os
cálculos estequiométricos, deverão ser encarados
como conseqüências diretas da existência de
átomos, que tomam parte em proporções definidas na
constituição das substâncias.
No tocante à Química Orgânica, espera-se que o
candidato tenha a capacidade de reconhecer grupos funcionais e de
entender os principais tipos de reações, sabendo
aplicá-los aos compostos mais simples. Considera-se importante o
conhecimento das propriedades e dos usos de algumas substâncias
relevantes para a atividade humana, em especial, das substâncias
de importância industrial (petróleo, gás natural,
álcoois, sabões e detergentes, macromoléculas
naturais e sintéticas).
A experimentação, tanto a realizada em âmbito
estrito de laboratório, quanto a realizada de maneira menos
formal, mas sistematizada, no cotidiano, constitui aspecto fundamental
do aprendizado da Química. Assim sendo, todos os itens do
programa poderão envolver experimentação
científica. Espera-se que o candidato tenha habilidades
específicas, tais como registrar e analisar dados,
organizá-los em tabelas e gráficos, reconhecer a
finalidade de materiais de laboratório em montagens
experimentais, propor materiais adequados para a
realização de experimentos, bem como tenha conhecimento
de aparelhagens de laboratório usadas em operações
básicas como filtração, destilação e
titulação.
As questões formuladas no vestibular conterão todos os
dados necessários e avaliarão, principalmente,
habilidades de compreensão, interpretação e
análise das informações recebidas.
PROGRAMA
1. TRANSFORMAÇÕES
QUÍMICAS
A existência de relações de massa fixas entre
reagentes e produtos, permitindo os cálculos
estequiométricos, deve ser reconhecida como
conseqüência da descontinuidade da matéria, isto
é, da presença de átomos e moléculas em sua
constituição. O balanceamento de reações,
inclusive de oxirredução, constitui requisito importante
para a realização de cálculos
estequiométricos. Para este fim, também o conhecimento
das leis dos gases é fundamental, uma vez que muitas
reações envolvem substâncias nesse estado
físico.
1.1. Reconhecimento das
transformações químicas: mudança de
cor, formação/desaparecimento de sólidos numa
solução, absorção/liberação
de energia, desprendimento de gases.
1.2. Interpretação das
transformações químicas
1.2.1. Evolução do modelo
atômico: do modelo corpuscular de Dalton ao modelo de
Rutherford-Bohr.
1.2.2. Átomos e moléculas:
número atômico, número de massa, isótopos,
massa molar e constante de Avogadro.
1.2.3. Reações químicas.
1.3. Representação das
transformações químicas
1.3.1. Representação simbólica
dos elementos e substâncias.
1.3.2. Equação química,
balanceamento, número de oxidação.
1.4. Aspectos quantitativos das
transformações químicas
1.4.1. Leis de Lavoisier, Proust e Gay-Lussac.
1.4.2. Leis dos gases, equação de
estado do gás ideal.
1.4.3. Cálculos estequiométricos:
massa, volume, mol, massa molar, volume molar dos gases.
2. PROPRIEDADES E
UTILIZAÇÃO DOS MATERIAIS
Espera-se o conhecimento de algumas substâncias importantes na
economia do País, em termos da ocorrência das
matérias-primas, da produção industrial, das
propriedades, da utilização e do descarte dessas
substâncias. Conhecer as ligações químicas
nos elementos e nos compostos que constituem tais substâncias
é essencial. Interações intermoleculares precisam
ser reconhecidas como determinantes de propriedades físicas de
substâncias, tais como temperatura de ebulição e
solubilidade.
2.1. Elementos e suas substâncias
2.1.1. A tabela periódica: reatividade dos
metais alcalinos, metais alcalino-terrosos e halogênios.
2.1.2. Estados físicos da matéria
mudanças de estado.
2.1.3. Separação de componentes de
mistura: filtração, decantação,
destilação simples e fracionada,
cristalização e cromatografia em papel.
2.2. Metais
2.2.1. Alumínio, cobre e ferro:
ocorrência, obtenção industrial, propriedades e
utilização.
2.2.2. Ligas: latão, bronze e aço.
2.2.3. Ligação metálica.
2.3. Substâncias iônicas
2.3.1. Principais compostos dos grupos cloreto,
carbonato, sulfato, nitrato e fosfato e suas aplicações.
2.3.2. Ligação iônica.
2.4. Substâncias moleculares
2.4.1. Hidrogênio, oxigênio,
nitrogênio, cloro, amônia: propriedades e usos.
2.4.2. Ligação covalente.
2.4.3. Polaridade das ligações.
2.4.4. Interações intermoleculares: van
der Waals e ligação de hidrogênio.
2.5. A indústria química
2.5.1. Obtenção e
aplicações industriais de hidrogênio,
oxigênio, nitrogênio, cloro, hidróxido de
sódio, amônia, óxido de cálcio, ácido
clorídrico, ácido sulfúrico e ácido
nítrico.
2.5.2. Implicações ambientais da
produção e da utilização desses produtos
industriais.
2.6. Ciclos de dióxido de
carbono, enxofre e nitrogênio na natureza.
Implicações ambientais.
3. A ÁGUA NA NATUREZA
É imprescindível notar que, apesar de a água ser
abundante na Terra, sua disponibilidade na forma de água
potável, ou mesmo para uso industrial, é extremamente
limitada. O adensamento populacional e a expansão da atividade
industrial vêm, de um lado, aumentando a demanda por água
e, de outro, reduzindo sua oferta, este último fator ocorrendo
em virtude da crescente poluição da água. Um
tratamento mais sofisticado da água torna-se necessário e
o tratamento de esgotos, imperativo. As propriedades da água,
tais como sua capacidade de dissolver substâncias, seu calor de
vaporização e seu calor específico, devem servir
de base para o entendimento de sua importância na Terra e das
medidas que podem ser tomadas para aumentar sua disponibilidade.
As propriedades de ácidos e bases precisam ser conhecidas para
permitir distinguir essas substâncias entre si e de outras. A
ação de ácidos, inclusive de ácidos
oxidantes, sobre alguns metais, é de grande importância.
3.1. Estrutura da água,
propriedades, importância para a vida e seu ciclo na natureza
3.2. Interações da
água com outras substâncias
3.2.1. Processo de dissolução, curvas
de solubilidade.
3.2.2. Concentrações (percentagem, ppm,
g/L, mol/L).
3.2.3. Aspectos qualitativos dos efeitos do soluto
nas seguintes propriedades da água: pressão de vapor,
temperatura de congelamento, temperatura de ebulição e
pressão osmótica.
3.3. Estado coloidal
3.3.1. Caracterização e propriedades.
3.3.2. Aplicações práticas.
3.4. Ácidos, bases, sais e
óxidos
3.4.1. Ácidos e bases (conceito de Arrhenius).
3.4.2. Principais propriedades dos ácidos e
bases: indicadores, condutibilidade elétrica,
reação com metais, reação de
neutralização.
3.4.3. Usos de ácido clorídrico,
ácido sulfúrico, ácido nítrico,
amônia e hidróxido de sódio.
3.4.4. Óxidos de carbono, nitrogênio,
enxofre, metais alcalinos, metais alcalino-terrosos;
interação com água; poluição
atmosférica.
3.5. Poluição e
tratamento da água
4. DINÂMICA DAS
TRANSFORMAÇÕES QUÍMICAS
É importante reconhecer os fatores que influem na velocidade das
reações químicas e ter familiaridade com
gráficos de concentração de reagentes e produtos
em função do tempo. É fundamental a
caracterização de equilíbrios químicos,
tanto em fase gasosa, quanto em solução, incluindo-se a
dissociação de ácidos e a hidrólise de sais
de ácidos fracos e bases fracas. O conhecimento da
perturbação de equilíbrios e dos fatores que a
desencadeiam é considerado essencial. Espera-se do candidato a
capacidade de realização de cálculos simples
envolvendo constantes de equilíbrio.
4.1. Velocidade das
transformações químicas
4.1.1. Fatores que influenciam a velocidade da
reação.
4.1.2. Colisões moleculares. Energia de
ativação.
4.2. Equilíbrio em
transformações químicas
4.2.1. Caracterização
macroscópica e microscópica (dinâmica) do estado de
equilíbrio.
4.2.2. Constante de equilíbrio.
4.2.3. Perturbação do equilíbrio.
4.2.4. Produto iônico da água, pH.
4.2.5. Equilíbrios em solução
envolvendo ácidos, bases e sais.
5. ENERGIA NAS
TRANSFORMAÇÕES QUÍMICAS
A compreensão das manifestações de calor que
acompanham transformações químicas, incluindo-se a
fusão, a vaporização e a dissolução,
é essencial. Assim, é importante saber calcular a
variação de entalpia numa transformação
química a partir de entalpias de formação,
entalpias de combustão ou de variações de entalpia
em outras reações, bem como a partir de energias de
ligação. Espera-se do candidato o reconhecimento dos
componentes de pilhas e cubas eletrolíticas e a
compreensão dos fenômenos que ocorrem nesses processos. Os
potenciais padrão de redução devem ser entendidos
como uma quantificação da série
eletroquímica.
5.1. Transformações
químicas e energia térmica
5.1.1. Calor nas transformações
químicas. Entalpia.
5.1.2. Princípio da conservação
da energia, energia de ligação.
5.2. Transformações
químicas e energia elétrica
5.2.1. Produção de energia
elétrica: pilha.
5.2.2. Consumo de energia elétrica:
eletrólise.
5.2.3. Representação das
transformações que ocorrem na pilha e no processo de
eletrólise por meio de equações químicas
balanceadas.
5.2.4. Interpretação e
aplicação de potenciais padrão de
redução.
6. TRANSFORMAÇÕES
NUCLEARES NATURAIS E ARTIFICIAIS
Neste item são importantes o conhecimento das propriedades e da
origem de raios alfa, beta e gama, a representação de
reações nucleares e o conceito de meia-vida e sua
aplicação.
6.1. Conceitos
fundamentais da radioatividade: emissões alfa, beta e gama;
propriedades.
6.2.
Reações nucleares: fissão e fusão nucleares.
6.3.
Radioisótopos e meia-vida
6.4. Usos da energia
nuclear e implicações ambientais
7. COMPOSTOS ORGÂNICOS
Os compostos orgânicos ocupam posição privilegiada
na Química, não só pelo fato de
constituírem a maioria dos compostos conhecidos, mas
também por sua importância para a vida e presença
em nosso cotidiano, na forma de uma variedade de materiais com que
temos contacto. Assim sendo, o conhecimento das principais
funções orgânicas é essencial, bem como de
alguns compostos mais comuns, sendo, nesse caso, desejável
conhecer nomes oficiais e usuais e fórmulas estruturais.
Noções sobre alguns tipos de compostos, tais como
gorduras, detergentes e polímeros são necessárias,
devido à presença marcante deles em nosso dia-a-dia.
7.1. Características gerais
7.1.1. Fórmulas estruturais; reconhecimento
das principais classes de compostos (hidrocarbonetos, álcoois,
éteres, haletos de alquila, aminas, aldeídos, cetonas,
ácidos carboxílicos, ésteres e amidas). Isomeria.
7.1.2. Propriedades físicas dos compostos
orgânicos.
7.1.3. Fórmulas estruturais e nomes oficiais
de compostos orgânicos simples contendo apenas um grupo
funcional. Nomes usuais: etileno, acetileno, álcool
metílico, álcool etílico, formaldeído,
acetona; ácido acético, tolueno.
7.2. Reações em
química orgânica: Principais tipos de
reação: substituição, adição,
eliminação, oxidação,
redução, esterificação e hidrólise
ácida e básica.
7.3. Química orgânica no
cotidiano
7.3.1. Hidrocarbonetos. Petróleo e gás
natural: origem, ocorrência e composição;
destilação do petróleo (principais
frações: propriedades e usos); combustão;
implicações ambientais. Etileno, acetileno, benzeno,
tolueno e naftaleno; propriedades e usos.
7.3.2. Álcoois: produção de
etanol: fermentação alcoólica; álcoois como
combustíveis: metanol e etanol; implicações
ambientais.
7.3.3. Triglicerídeos (gorduras e
óleos), sabões e detergentes. Obtenção,
propriedades e usos.
7.3.4. Macromoléculas. Polímeros
naturais: carboidratos e proteínas; estrutura e propriedades.
Polímeros sintéticos: polímeros de
adição (polietileno, poliestireno, PVC e teflon) e
polímeros de condensação (poliéster e
poliamida); estrutura, propriedades, produção e uso,
reciclagem e implicações ambientais.
MATEMÁTICA
Conhecimentos matemáticos são aplicados na
interpretação de fenômenos, em diferentes
áreas da ciência, nas atividades tecnológicas e
cotidianas. O cidadão necessita da capacidade de leitura e
interpretação de informações por
gráficos ou outras formas de linguagem matemática, de
percepção da coerência ou não de uma
argumentação, bem como da competência para formular
suas próprias idéias de forma consistente, para uma
inserção crítica e autônoma na sociedade
contemporânea.
Dentro deste espírito, espera-se que o candidato demonstre
possuir domínio da linguagem básica e compreensão
dos conceitos fundamentais da Matemática, tratados no ensino
fundamental e médio, de forma a saber aplicá-los em
situações diversas e relacioná-los entre si e com
outras áreas do conhecimento. Ele deve saber reconhecer
representações equivalentes de um mesmo conceito,
relacionar procedimentos associados às diferentes áreas,
analisar e valorizar informações provenientes de
diferentes fontes, utilizando ferramentas matemáticas para
formar uma opinião própria que lhe permita expressar-se
criticamente sobre problemas da Matemática, das outras
áreas do conhecimento e da realidade. Será priorizada a
avaliação da capacidade de raciocínio, sem dar
ênfase à memorização de fórmulas,
à mecanização de técnicas ou a
cálculos excessivos, desvinculados de contexto significativo ou
de aplicações relevantes, dentro ou fora da
Matemática.
Na 1a fase do vestibular, o objetivo é avaliar o candidato
quanto ao domínio e utilização da linguagem e
quanto à compreensão de conceitos e procedimentos da
matemática elementar, bem como quanto à capacidade de
aplicá-los na resolução de problemas.
Na 2a fase, além destes aspectos, pretende-se também
avaliar o candidato quanto ao domínio de conceitos, ferramentas
e procedimentos matemáticos necessários para o
aprofundamento de estudos em áreas de ciências exatas, bem
como quanto á capacidade de utilizá-los em
situações-problema mais abstratas.
PROGRAMA
1. CONCEITOS E RELAÇÕES
NUMÉRICAS BÁSICAS E APLICAÇÕES.
Conhecer os problemas nodais que impulsionaram a necessidade de
ampliação dos campos numéricos e dominar os
conceitos básicos que deles surgiram, proporciona, ao
indivíduo, uma inserção mais completa na cultura
universal desenvolvida por homens e mulheres ao longo da
História.
O cidadão freqüentemente necessita lidar com dívidas
ou crediários, interpretar descontos, entender reajustes
salariais, escolher aplicações financeiras, etc.
Daí a importância da Matemática Financeira com suas
aplicações práticas.
Sistemas lineares e matrizes são instrumentos da linguagem
matemática na modelação de
situações-problema, além de representarem
técnicas de grande utilidade para outros domínios da
matemática de nível superior.
TÓPICOS
1.1. Números inteiros: compreensão dos algoritmos das
quatro operações fundamentais no sistema decimal de
numeração, divisibilidade e a decomposição
em fatores primos.
1.2. Insuficiência dos números inteiros para a
comparação de grandezas e para medir partes de um todo:
razões e proporções; os números racionais;
operações e a relação de ordem entre
números racionais; representação decimal dos
números racionais e sua relação com PG.
1.3. Insuficiência dos números racionais para medir
segmentos a partir de uma unidade fixada; o conceito de número
irracional e a representação decimal dos números
reais.
1.4. Insuficiência dos números reais para a
resolução de equações algébricas de
2o e 3o graus; o conceito de número complexo e suas
representações - geométrica, algébrica e
trigonométrica; interpretação algébrica e
geométrica das operações e das raízes de
números complexos raízes da unidade.
1.5. Matemática financeira como instrumento para a
resolução de problemas: os conceitos de porcentagem, juro
simples e juro composto e sua relação com PA e PG,
respectivamente.
1.6. Sistemas lineares e matrizes como organização e
sistematização de informações;
discussão e resolução de sistemas lineares (de
até 4 equações e até 4 incógnitas)
por escalonamento ou por substituição de
variáveis.
2. GEOMETRIA
A utilização de conhecimentos geométricos para
leitura, compreensão e ação sobre a realidade tem
longa tradição na história da humanidade. É
inegável a importância de saber caracterizar as diferentes
formas geométricas e espaciais, presentes na natureza ou
imaginadas, através de seus elementos e propriedades, bem como
de poder representá-las por meio de desenho geométrico.
Na resolução de diferentes
situações-problema, seguramente se faz necessária
uma boa capacidade de visão geométrico-espacial, o
domínio das idéias de proporcionalidade e
semelhança, a compreensão dos conceitos de comprimento,
área e volume, bem como saber calculá-los. Deve-se
salientar que a semelhança de triângulos permitiu o
desenvolvimento da trigonometria do triângulo retângulo,
criada para solucionar problemas práticos de cálculo de
distâncias inacessíveis. Por outro lado, as
noções de semelhança e congruência nos
remetem também aos fundamentos da própria Geometria.
Saber utilizar as coordenadas cartesianas de pontos no espaço
possibilita a descrição de objetos geométricos
numa linguagem algébrica, ampliando consideravelmente os
horizontes da modelagem e da resolução de problemas
geométricos, por meio da interação entre essas
duas áreas da matemática.
TÓPICOS
2.1. Características, elementos e propriedades
geométricas (tais que: vértices, arestas, lados, alturas,
ângulos focos, diretrizes, convexidade, número de
diagonais,...) das seguintes figuras planas e espaciais:
polígonos, círculos, setores circulares, elipses,
parábolas, hipérboles, prismas, pirâmides, esfera,
cilindros, cones e troncos.
2.2. Congruência e Semelhança de figuras planas e
espaciais. Razões entre comprimentos, áreas e volumes de
figuras semelhantes. Teorema de Tales e aplicações:
problemas envolvendo semelhança, somas dos ângulos
internos e externos de polígonos. Casos de semelhança e
congruência de triângulos e aplicações.
Trigonometria do triângulo retângulo como instrumento para
a resolução de problemas: seno, cosseno e tangente de
ângulos agudos como razão de semelhança nos
triângulos retângulos.
2.3. Eixos e planos de simetrias de figuras planas ou espaciais.
Reconhecimento das secções planas de cones e as
definições de elipse, parábola e hipérbole
como lugar geométrico. Aplicações.
2.4. Relações métricas nas figuras
geométricas planas e espaciais. O teorema de Pitágoras:
lei dos senos e cossenos, aplicações em problemas bi e
tridimensionais tais que: cálculo de diagonais, alturas, raios,
etc. Comprimentos (ou perímetros), áreas (ou
superfícies de sólidos) e volumes.
2.5. Construções com régua e compasso no plano:
retas perpendiculares e paralelas; mediatriz de segmento;
divisão de segmentos em partes proporcionais;
bisseção de ângulos; polígonos regulares
(inscritos e circunscritos), triângulos quaisquer (com a
determinação de seus elementos). Problemas de
tangência, envolvendo circunferências.
2.6. Geometria Analítica: coordenadas cartesianas de pontos no
plano e no espaço. Distância entre pontos no plano e no
espaço e problemas bi e tridimensionais simples envolvendo esses
conceitos. Equações de retas no plano: significado dos
coeficientes na equação normal, paralelismo e
perpendicularismo; distância de ponto a reta.
Equações de circunferências no plano:
reconhecimento do centro, raio, retas secantes e tangentes.
Aplicações. Equações e
inequações a duas incógnitas como
representação algébrica de Lugares
Geométricos no plano.
3. FUNÇÕES
Mais recentes na História da Matemática do que os
Números, a Geometria ou a Álgebra, as
funções têm um papel de grande destaque no interior
daquela disciplina por serem instrumentos eficazes na modelagem de
problemas reais ou imaginados e por fornecerem formas eficiente de
estudá-los. Assim, por exemplo, é importante entender que
fenômenos periódicos são descritos principalmente
com funções trigonométricas; que certas
situações de crescimento ou decrescimento rápido
podem ser representadas por funções exponenciais; que
distâncias podem ser expressas utilizando a função
módulo e que a função logaritmo surgiu para
permitir simplificações no cálculo de produtos ou
potências dos números com muitos dígitos que
astrônomos ou navegadores necessitavam manipular, no
século XVI.
A linguagem gráfica, sob várias
apresentações, por sua comunicação direta e
global, ganha cada vez mais destaque na era da
comunicação. Ganham, assim, relevância especial
não só a capacidade de leitura e
interpretação de gráficos funcionais, conferindo
significado às variações das grandezas envolvidas,
mas também a competência de saber analisá-los para
estimar resultados e fazer previsões. Por outro lado, no que
tange à interação entre diferentes áreas da
própria Matemática, os gráficos funcionais
são ferramentas importantes para tornar mais significativas as
resoluções de equações e
inequações algébricas.
TÓPICOS
3.1. A noção de função como instrumento
para lidar com variação de grandezas. Os conceitos de
domínio e imagem. Caracterizações e
representações gráficas e algébricas das
seguintes funções: funções módulo,
polinomiais de 1o e 2o graus, raiz quadrada, f(x)=xn, f(x)=1/x,
f(x)=1/x², funções exponenciais e
logarítmicas (cálculo de valores aproximados em casos de
expoentes irracionais) e as funções seno, cosseno e
tangente (definições geométricas no ciclo
trigonométrico e valores nos arcos notáveis|) e suas
transladadas. Aplicações.
3.2. Reconhecimento e interpretação de gráficos de
funções: domínio, imagem, valores destacados no
gráfico (máximos, mínimos, zeros), biunivocidade,
periodicidade, simetrias, intervalos de crescimento e decrescimento,
análise da variação da função.
Aplicações em situações-problema de
contexto variado, incluindo estimativas ou previsões de valores.
Equações e inequações envolvendo
funções: resoluções gráficas e
algébricas. Identidades funcionais importantes: princípio
de identidade polinomial, produtos notáveis e
fatoração de polinômios, principais identidades
trigonométricas, propriedades básicas de logaritmos e
exponenciais. Desigualdade triangular para módulos.
Aplicações em situações-problema.
4. COMBINATÓRIA, PROBABILIDADE
E ESTATÍSTICA.
O desenvolvimento do espírito crítico, da capacidade de
analisar e de tomar decisões, diante de vários tipos de
situações da vida em sociedade, exige do cidadão
que seja bem informado. Estatísticas e probabilidades
estão cada vez mais presentes nos meios de
comunicações como forma de apresentação de
informações. Pesquisas de opinião, pesquisas sobre
preços, sobre epidemias e outros temas de interesse social,
ambiental ou econômico são noticiadas freqüentemente,
sempre permeadas de porcentagens ou outros indicadores, de
gráficos, tabelas e, não raro, inferindo
conseqüências prováveis e forjando opiniões.
Para poder interpretar de forma autônoma e crítica tais
informações, o indivíduo deve ser capaz de
compreender bem a linguagem pictográfica, compreender a
importância da amostra para as conclusões de uma pesquisa
e ter claro que a atribuição de probabilidades é,
sobretudo, uma forma de quantificar a incerteza quanto ao resultado a
ser obtido. Em diferentes áreas e atividades profissionais,
são de grande utilidade as capacidades de reconhecer o
caráter aleatório de fenômenos, utilizar processos
de contagem em situações-problema, representar
freqüências relativas, construir espaços amostrais e
calcular probabilidades.
Ressaltamos que, na resolução de problemas de contagem, o
importante é a habilidade de raciocínio
combinatório. É fundamental valorizar o desenvolvimento
da capacidade de formular estratégias para a
organização dos dados em agrupamentos que possam ser
contados corretamente, tendo em vista que a mera
aplicação de fórmulas não nos permite
resolver a maior parte dos problemas de contagem.
TÓPICOS
4.1. Problemas de contagem: o princípio fundamental da contagem,
o princípio aditivo, a divisão como um processo de
redução de agrupamentos repetidos. Resolver problemas
envolvendo a contagem de diferentes tipos de agrupamentos.
Binômio de Newton.
4.2. Probabilidade de um evento num espaço equiprovável:
construção de espaços amostrais finitos e
representação através de freqüências
relativas. Probabilidade da união e da interseção
de eventos. Eventos disjuntos. O conceito de independência de
eventos. Probabilidade condicional. Aplicação de
probabilidade em situações-problema.
4.3. População e amostra. Estatística descritiva:
tratamento da informação obtida com a
organização e interpretação de dados em
tabelas e gráficos. Significado e aplicação
de medidas de tendência central (média mediana e moda) e
de dispersão (desvio-médio, desvio-padrão e
variância).
GEOGRAFIA
A prova da FUVEST, na área de Geografia, objetiva avaliar o
nível de apropriação e a capacidade da correta
aplicação de um conjunto de conceitos e
informações relativos ao espaço geográfico,
que abrange sociedade e natureza em suas especificidades e
interrelações. Esse tipo de conhecimento constitui-se no
instrumental mínimo para introdução do
indivíduo na análise, síntese e
interpretação críticas da realidade
contemporânea mundial e brasileira.
Assim, espera-se do candidato egresso do Ensino Médio não
só a apropriação de repertório,
informações e linguagem, em diversas escalas, relativos
ao espaço geográfico, mas também a capacidade de
experimentar, de forma crítica e coerente, alguns níveis
de compreensão da produção e da
transformação do mundo em que vive.
Os conceitos-chave com os quais a Geografia lida, seu vasto campo de
investigação e suas abordagens multiescalares, permitem
classificá-la como uma das áreas mais fecundas para o
exercício da interdisciplinaridade e para a
superação de leituras e interpretações
fragmentadas da realidade.
Dessa forma, sem negligenciar os conteúdos e
informações substanciais para tal
superação, espera-se avaliar a capacidade do candidato
quanto a:
-Caracterização e compreensão da sociedade e da
natureza, em suas especificidades e interrelações.
-Compreensão do espaço geográfico:
produção, paisagens, organização e
transformação.
-Compreensão de fatos e processos sociais e naturais como fatos
dinâmicos e analisáveis em diversas e complementares
escalas de observação.
-Compreensão do mundo atual por meio dos processos de
transformação que o trabalho social imprime à
natureza.
-Identificação de relações entre a
realidade brasileira e os processos gerais que regem a sociedade
contemporânea, tanto no que se refere à natureza -
apropriada, transformada e revalorizada- quanto no que se refere
à sociedade propriamente dita.
-Conhecimento e utilização das técnicas de
localização e representação do
espaço geográfico.
PROGRAMA
I - O espaço mundial.
Desigualdades sócio espaciais das atividades econômicas,
população, trabalho e tempo livre, centros de poder e
conflitos atuais.
1 - A distribuição
territorial das atividades
econômicas. A natureza como recurso para o desenvolvimento das
atividades econômicas: extrativismo, coleta e
produção agropecuária. A utilização
dos recursos naturais e os impactos ambientais.
1.1 - Os processos de industrialização,
urbanização e metropolização e o
desenvolvimento desigual dos países.
1.1.1 - Os grandes centros econômicos e sua
organização territorial: Estados Unidos, Japão e
Europa Ocidental.
1.1.2 - Diversidade geográfica e socioeconômica da
América Latina, África, Ásia e Oceania.
1.2 - A integração dos países pelas redes
materiais e imateriais. As redes de transporte e a
circulação de mercadorias e as redes imateriais: fluxos
de informação, de comunicação e de capital
financeiro.
2 - A população
mundial: estrutura, dinâmica e
mobilidade geográfica.
2.1 Estrutura e dinâmica populacional, desemprego e
exclusão social.
2.2 - Mobilidade populacional: migração de trabalhadores,
fluxo de turistas e de refugiados políticos.
3 - Tempo livre: diferenças
geográficas e sociais.
3.1- O lazer e o entretenimento na sociedade atual: direito ao lazer e
sua mercantilização.
3.2 - O turismo como atividade econômica e suas diversas formas.
3.3 - Os impactos sócio-ambientais da atividade turística.
3.4 - O esporte. A indústria cultural.
4 - Do mundo bipolar ao mundo
multipolar.
4.1 - Surgimento e crise do mundo bipolar: as potências
coloniais, a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, as
superpotências, o movimento dos países não
alinhados, a corrida armamentista e a Guerra Fria.
4.2 - Implicações geopolíticas da
desestruturação da União Soviética: crise e
desagregação da URSS e a reestruturação
política do leste europeu.
4.3 - O mundo multipolar: a hegemonia mundial dos Estados Unidos e os
novos pólos do poder mundial: Alemanha, França, Reino
Unido, Japão, China e Rússia. As potências
regionais: África do Sul, Brasil e Índia.
4.4 - A organização do poder econômico e
político mundial: os principais organismos internacionais, os
blocos econômicos regionais, os grandes grupos econômicos
internacionais e as organizações não
governamentais.
4.5 - A emergência de conflitos regionais e a questão das
identidades sócio-culturais: étnicas, tribais e
religiosas.
II - O espaço geográfico
brasileiro. A
formação do território, a
distribuição territorial das atividades econômicas,
população e participação do Brasil na ordem
mundial.
1 - A formação do
território brasileiro e a
gênese das desigualdades sócio-espaciais
contemporâneas. A produção de espaços
vinculados ao comércio colonial exportador.
1.1 - Os espaços geográficos complementares à
economia colonial exportadora.
1.2 - As fronteiras territoriais.
2 - A distribuição
territorial das atividades
econômicas.
2.1 - A natureza como recurso para o desenvolvimento das atividades
econômicas.
2.1.1 - A exploração vegetal e a pesca.
2.1.2 - Os recursos minerais, as fontes de energia e os impactos
ambientais.
2.1.2.1 - O modelo energético brasileiro.
2.2 - A diversidade regional da agricultura e da pecuária
brasileira. Da subsistência à modernização
agropastoril. A questão da propriedade territorial, das
relações de produção e de trabalho.
2.2.1 - O complexo agro-industrial. A política agrícola e
os mecanismos de financiamento das atividades no campo.
2.2.2 - A reforma agrária e os movimentos sociais no campo.
2.2.3 - A agricultura e os impactos ambientais.
2.3 - O processo de industrialização brasileiro.
2.3.1 - Gênese da indústria: a cafeicultura e a
concentração de riqueza em São Paulo.
2.3.2 - O processo de industrialização, a
concentração da atividade industrial no Brasil e a
recente desconcentração espacial da indústria.
2.3.3 - A industrialização restringida, a
substituição de importações e o
desenvolvimento de pólos industriais e tecnológicos.
2.3.4 - O processo de industrialização e o
desenvolvimento desigual das regiões brasileiras.
2.4 - O processo de urbanização e a
constituição da rede urbana brasileira.
2.4.1 - O desenvolvimento metropolitano e as atividades de
serviços.
2.4.2 - A produção científica e tecnológica
no Brasil: as instituições de pesquisa.
2.4.3 - A urbanização e os impactos ambientais.
2.4.4 - Os movimentos sociais urbanos.
2.5 - As regiões brasileiras e o Estado de São Paulo.
3 - A população
brasileira: estrutura, dinâmica e
mobilidade geográfica.
3.1 - A formação da população brasileira. A
questão indígena e as seqüelas da escravidão
africana. A imigração européia e asiática.
3.2 - Estrutura e dinâmica da população brasileira,
emprego, distribuição da renda e exclusão social.
Os indicadores de qualidade de vida.
3.3 - A distribuição espacial da população,
migrações internas e externas. Migração de
trabalhadores, fluxo de turistas e de refugiados políticos.
4 - O Brasil na nova ordem mundial.
4.1 - Participação do Brasil nos organismos
internacionais, sua relação com os centros
hegemônicos mundiais, e com blocos econômicos regionais.
4.1.1 - O Brasil e os Estados Unidos.
4.1.2 - O Brasil e a América Latina. A relação com
os países amazônicos. A formação e o
desenvolvimento do Mercosul.
4.1.3 - O Brasil e seus demais parceiros internacionais.
III - O planeta Terra: os climas e os
ecossistemas terrestres, o relevo
e a água na superfície terrestre.
1 - O planeta Terra.
1.1 - Origem do Universo e do planeta Terra: hipóteses
explicativas.
1.1.1 - Movimentos principais da Terra e suas
conseqüências.
1.2 - Estrutura interna da Terra.
1.2.1 - Os sismos e o conhecimento das camadas internas. A crosta
terrestre e sua composição. Origem e
evolução dos continentes e a deriva continental.
1.2.2 - A tectônica de placas: distribuição das
placas na superfície terrestre e seus movimentos. Bordas de
placas, atividade vulcânica e formação de
montanhas.
1.3 - Natureza e origem das rochas.
1.3.1 - Minerais constituintes e tipos de rochas. O ciclo das rochas.
1.3.2 - As rochas, os fósseis e a escala do tempo
geológico. A idade da Terra.
1.3.3 - Recursos minerais e sua distribuição. Origem e
evolução dos depósitos de combustíveis
fósseis.
1.3.4 - Recursos minerais no Brasil.
2 Os climas e os ecossistemas
terrestres.
2.1 - O clima.
2.1.1 - A atmosfera: composição química.
2.1.2 - Temperaturas e circulação atmosférica. As
mudanças de temperatura e os fatores geográficos.
As precipitações.
2.1.3 - Tempo e clima. Zonalidade climática.
2.1.4 - O efeito estufa natural. As mudanças climáticas.
2.2 - A biosfera. Conservação, uso, manejo e estado atual
dos ecossistemas.
2.2.1 - Distribuição geográfica dos climas e a
distribuição da vegetação.
2.2.2 - Ecossistemas das zonas polares, temperadas frias, temperadas,
áridas e de altitude.
2.2.3 - Os ecossistemas intertropicais e sua diversidade.
3 - O relevo terrestre.
3.1 - Fatores endógenos.
3.1.1 - Escudos e bacias sedimentares antigos e modernos e cadeias
dobradas. Tipos de relevo associados.
3.1.2 - A formação das montanhas: falhas e dobras. Tipos
de relevo associados.
3.1.3 - Vulcões e relevo vulcânico.
3.1.4 - Escala de unidades geomorfológicas: magnitude, tamanho e
permanência.
3.1.5 - Origem e evolução da plataforma brasileira. Os
tipos de relevo.
3. 2 - Fatores exógenos.
3.2.1 - Os ambientes terrestres e o modelado do relevo. Intemperismo e
pedogênese.
3.2.2 - Morfogênese: formas e depósitos associados nos
ambientes polares, temperados frios, temperados, intertropicais,
áridos e de altitude.
3.2.3 - O modelado antrópico.
3.2.4 - O modelado do relevo brasileiro.
4 - A água na
superfície terrestre.
4.1 - Oceanos e mares.
4.1.1 - A água em movimento: correntes marinhas, ondas e
marés.
4.1.2 - O relevo e os ambientes submarinos.
4.1.3 - A temperatura e a salinidade como fatores de
distribuição das espécies.
4.1.4 - A plataforma e as bacias oceânicas brasileiras:
biodiversidade, recursos minerais e impactos ambientais.
4.1.5 - Formas resultantes da dinâmica marinha, dos fatores
tectônicos e dos seres vivos na interface continente-oceano.
4.1.6 - O litoral brasileiro: os tipos de costa e sua
evolução. Os ecossistemas costeiros:
conservação, uso, manejo e estado atual.
4.2 - Os ambientes de água doce.
4.2.1 - A bacia hidrográfica como unidade de análise. A
rede hidrográfica.
4.2.2 - Os sistemas fluviais: formas e depósitos. Os rios
meandrantes e os deltas.
4.2.3 - A vida no ambiente fluvial.
4.2.4 - As bacias fluviais brasileiras: conservação, uso,
manejo e estado atual.
4.2.5 - A água nos ambientes áridos e semi-áridos:
rios anastomosados e leques aluviais.
4.2.6 - Lagos e águas subterrâneas. Tipos de lagos. A vida
nos ambientes lacustres.
4.2.7 - Geleiras: formas e depósitos associados. A vida no
ambiente glacial.
IV - A questão ambiental: Os
ciclos globais, a agenda ambiental
internacional e as políticas ambientais no Brasil.
1 - Os ciclos globais e o ambiente
terrestre nas questões
internacionais.
1.1 - Escala temporal das flutuações climáticas.
1.2 - O sistema climático tropical e o fenômeno ENSO (El
Niño/Oscilação Sul).
1.2.1 - Episódios ENSO e o clima global: secas na África,
desertificação, variabilidade das monções,
atividade ciclônica no Atlântico e oscilações
de temperatura na zona extratropical.
1.3 - Os resultados físicos das mudanças químicas:
a intervenção antrópica. A Convenção
sobre Mudanças Climáticas Globais.
1.3.1 - A intensificação do efeito estufa e o aquecimento
global. O buraco na camada de ozônio. O Protocolo de Montreal.
1.3.2 - O uso intensivo do solo e a desertificação. A
Convenção sobre Desertificação.
1.4 - Os países de megadiversidade biológica. A
Convenção sobre Diversidade Biológica.
2 - A agenda internacional ambiental
e o movimento ambientalista.
2.1 - A questão ambiental na ONU e o Programa das
Nações Unidas para o Meio Ambiente.
2.2 - As Conferências internacionais sobre o ambiente.
2.2.1 - A participação do Brasil nas reuniões
internacionais sobre o ambiente.
2.3 - A participação das organizações
não governamentais ambientalistas em organismos internacionais.
2.3.1 - As diferentes visões do ambientalismo.
3 - Políticas públicas
ambientais e o ambientalismo
no Brasil.
3.1 - A institucionalização da temática ambiental
no Brasil.
3.1.1 - A legislação ambiental brasileira.
3.1.2 - Os Conselhos sobre o meio ambiente e a
participação da sociedade civil.
3.2 - Políticas de gestão dos recursos hídricos.
3.2.1 - Os Comitês de Bacia.
3.2.2 - O uso dos aqüíferos.
3.3 - Políticas de conservação da diversidade
biológica brasileira.
3.3.1 - As unidades de conservação no Brasil.
3.3.2 - O acesso aos recursos genéticos do Brasil e o
conhecimento desses recursos pelas comunidades locais.
3.4 - O ambientalismo no Brasil.
V-REPRESENTAÇÕES DO
ESPAÇO GEOGRÁFICO
1.1. Representações gráficas e
cartográficas: confecção e
utilização. Tabelas, gráficos, cartas, mapas,
perfis, blocos-diagramas e maquetes: possibilidades de leituras,
correlações e interpretações.
1.2. Sistemas referenciais para localização espacial. O
sistema de coordenadas terrestres.
1.3. Cartografia
1.3.1. Hemisférios, fusos e zonas terrestres.
1.3.2.Representação da superfície terrestre:
projeções cartográficas, distorções
e escalas. Tipos de mapeamentos temáticos.
1.3.3.Cartografia como linguagem e sistematização de
conhecimento estratégico.
1.3.4. Cartografia e o uso de novas tecnologias: GPS, Produtos de
sensoriamento remoto e SIGs.
PORTUGUÊS
A prova de Português visa a avaliar a capacidade de ler,
compreender e interpretar criticamente textos de toda natureza -
literários e não literários -, bem como a
capacidade de mobilizar conhecimentos lingüísticos na
produção de textos que atendam aos requisitos de
adequação, correção, coesão e
coerência.
O candidato deve, portanto, dominar a norma culta da língua
escrita, reconhecer outras variedades lingüísticas, assim
como possuir um certo repertório de leituras de textos
literários, no nível próprio do concluinte do
Ensino Médio.
No que se refere aos conhecimentos lingüísticos, tais
competências supõem que o candidato domine os
conteúdos dos itens seguintes:
I. Língua Portuguesa
1. Níveis de
significação do texto:
significação explícita e
significação implícita, denotação e
conotação.
2. Distinção entre
variedades do português.
3. Norma ortográfica.
4. Morfossintaxe das classes de
palavras:
4.1. flexão nominal;
4.2. flexão verbal: expressão de tempo, modo, aspecto e
voz; correlação de tempos e modos;
4.3. elementos estruturais e processos de formação das
palavras;
4.4. concordância nominal e verbal;
4.5. regência nominal e verbal;
4.6. pronomes;
4.7. advérbios;
4.8. conectivos: função sintática e valores
lógico-semânticos.
5. Processos de
organização da frase:
5.1. coordenação e subordinação;
5.2. reorganização de orações e
períodos.
6. Citação de discursos:
direto, indireto e indireto
livre.
7. Organização do texto:
7.1. dissertação: fato e demonstração /
argumento e inferência / relações lógicas;
7.2. narração: seqüenciação de eventos
/ temporalidade;
7.3. descrição: simultaneidade / espacialidade na
ordenação dos elementos descritores.
8. Estratégias de
articulação do texto:
8.1. coesão lexical e gramatical;
8.2. paragrafação.
9. Recursos expressivos:
9.1. ritmo e sonoridade;
9.2. recursos morfológicos, léxicos e sintáticos.
10. Intertextualidade.
No que se refere aos textos literários, espera-se o conhecimento
das obras representativas dos diferentes períodos das
literaturas brasileira e portuguesa. O conhecimento desse
repertório implica a capacidade de analisar e interpretar os
textos, reconhecendo seus diferentes gêneros e modalidades, bem
como seus elementos de composição, tanto aqueles
próprios da prosa quanto os da poesia. Implica também a
capacidade de relacionar o texto com o conjunto da obra em que se
insere, com outros textos e com seu contexto histórico e
cultural. Esse repertório de leituras inclui, entre outras, as
abaixo discriminadas:
II. Literatura Brasileira
a) Barroco: Gregório de
Matos (Poesia satírica e poesia
lírico-amorosa).
b) Arcadismo: Cláudio
Manuel da Costa (Sonetos); Tomás
Antônio Gonzaga (Marília de Dirceu).
c) Romantismo: Gonçalves
Dias (Poesias); Álvares de
Azevedo (Noite na taverna, Lira dos vinte anos); Castro Alves (Espumas
flutuantes, Os escravos); José de Alencar (Iracema, O guarani,
Senhora); Manuel Antônio de Almeida (Memórias de um
sargento de milícias).
d) Realismo Naturalismo:
Machado de Assis (Memórias
póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro,
Papéis avulsos, Histórias sem data); Aluísio
Azevedo ( O cortiço); Raul Pompéia (O Ateneu).
e) Parnasianismo Simbolismo:
Raimundo Correia (Sinfonias); Cruz e
Souza (Broquéis, Últimos sonetos).
f) Pré-modernismo e Modernismo:
Lima Barreto (Triste fim de
Policarpo Quaresma); Mário de Andrade ( Lira paulistana, Amar,
verbo intransitivo, Macunaíma, Contos novos); Oswald de Andrade
(Poesias reunidas, Memórias sentimentais de João
Miramar); Alcântara Machado (Brás, Bexiga e Barra Funda);
Manuel Bandeira (Estrela da vida inteira).
g) Tendências
contemporâneas:
1- Prosa: José Lins do
Rego (Fogo morto); Graciliano Ramos
(São Bernardo, Vidas secas); João Guimarães Rosa
(Sagarana, Primeiras estórias, Manuelzão e Miguilim);
Jorge Amado (Capitães de areia); Clarice Lispector (Perto do
coração selvagem, A legião estrangeira, A hora da
estrela); Pedro Nava (Balão cativo); Rubem Braga (Crônicas
- Contos); Dalton Trevisan (Cemitério de elefantes); Rubem
Fonseca (Feliz ano novo).
2- Poesia: Carlos Drummond de
Andrade (Alguma poesia, A rosa do povo,
Claro enigma); João Cabral de Melo Neto (Morte e vida severina,
A educação pela pedra); Ferreira Gullar (Toda poesia).
III. Literatura Portuguesa
a) Trovadorismo: (Cantigas de
amigo e Cantigas de amor) .
b) Humanismo: Gil Vicente
(Farsa de Inês Pereira, Auto da barca
do inferno).
c) Classicismo: Camões
(Poesia lírica: sonetos; poesia
épica: episódios do Concílio dos deuses (I,
20-41), de Inês de Castro (III, 118-135), do Velho do Restelo
(IV, 90-104) e do Gigante Adamastor (V, 37-60), de Os Lusíadas).
d) Barroco: Padre Antônio
Vieira (Sermão da
sexagésima, Sermão da quarta-feira de
cinzas).
e) Arcadismo: Bocage (Sonetos).
f) Romantismo: Almeida Garrett
(Viagens na minha terra); Alexandre
Herculano (Eurico, o presbítero); Camilo Castelo Branco (Amor de
perdição).
g) Realismo: Eça de
Queirós (A cidade e as serras, O
primo Basílio, A ilustre casa de Ramires, Os Maias).
h) Simbolismo: Camilo Pessanha
(Clepsidra).
i) Orpheu: Mário de
Sá Carneiro (poesia: Dispersão
e Indícios de Oiro); Fernando Pessoa (Poesia ortônima e
heterônima).
j) Modernismo: Miguel Torga (Os
contos da montanha); Vergílio
Ferreira (Aparição); José Saramago (Memorial do
convento); Agustina Bessa-Luís (A Sibila).
A cada ano, a FUVEST apresentará, também, uma lista
contendo, no mínimo 6 e, no máximo 8 obras, cuja leitura
integral será exigida. Essa lista será válida por
2 anos, ao fim dos quais será, em parte, modificada.
Especificamente para o Vestibular de 2005, foram escolhidas as
seguintes obras:
- Memórias de um sargento de Milícias Manuel
Antônio de Almeida;
- O primo Basílio Eça de Queirós;
- Memórias póstumas de Brás Cubas Machado de
Assis;
- Poemas completos de Alberto Caeiro (heterônimo de
Fernando
Pessoa);
- Macunaíma Mário de Andrade;
- Libertinagem Manuel Bandeira ;
- Sagarana João Guimarães Rosa;
- A hora da estrela Clarice Lispector.
Observações Gerais:
Na primeira fase, o exame constará de testes de múltipla
escolha. Na segunda fase, além das questões que requerem
respostas discursivas, será solicitada uma
redação, cujas especificações se
expõem a seguir:
Redação
A redação deverá ser, obrigatoriamente, uma
dissertação em prosa, na qual se espera que o candidato
demonstre capacidade de mobilizar conhecimentos e opiniões,
argumentando com pertinência e expressando-se de modo coerente e
adequado.
Na correção da redação, serão
examinados três aspectos que os avaliadores
considerarão, tanto quanto possível, separadamente. A
cada um deles podem ser atribuídos 0, 1, 2, 3 ou 4 pontos.
1- Tema e desenvolvimento
Considera-se aqui, por um lado, se o texto elaborado pelo candidato
está adequado ao tema proposto e se, por outro lado,
configura-se como uma dissertação em prosa. A fuga
completa ao tema proposto ou a não-observância do
gênero exigido serão tomadas como pressupostos
óbvios para que a prova não seja objeto de
correção em qualquer outro de seus aspectos,
atribuindo-se-lhe nota zero.
No que diz respeito ao desenvolvimento, verificar-se-á a
pertinência da elaboração do tema, considerando-se
também a capacidade crítica e argumentativa, bem como a
maturidade e a inventividade que no texto se manifestam.
2- Estrutura
Consideram-se aqui, conjuntamente, os aspectos de coesão
lingüística (nas frases, períodos e
parágrafos) e de coerência das idéias.
Maior ou menor coerência reflete a capacidade (ou incapacidade)
do candidato para relacionar os argumentos e
organizá-los de forma a deles extrair conclusões
apropriadas. Serão considerados aspectos negativos a
presença de contradições entre frases ou
parágrafos, a falta de encadeamento argumentativo, a
circularidade ou quebra de progressão discursiva, a falta de
conclusão ou a presença de conclusões não
decorrentes do que foi previamente exposto.
São aspectos negativos relativos à coesão, entre
outros, o estabelecimento de relações semânticas
impróprias entre palavras e o uso inadequado de conectivos.
3- Expressão
Consideram-se aqui o domínio da língua formal e a
fluência do discurso. Serão
examinados pontos como a propriedade e a abrangência do
vocabulário empregado, além de ortografia, morfologia,
sintaxe e pontuação. A ocorrência de clichês
e frases
feitas, o uso inadequado de vocábulos são aspectos, em
princípio, negativos.
INGLÊS
O exame tem por objetivo avaliar a capacidade de compreensão de
textos autênticos em língua inglesa, cujo grau de
dificuldade seja compatível com o ensino fundamental e
médio. Os textos abordarão temas variados da realidade
política, econômica e cultural do mundo
contemporâneo. Poderão ser utilizados textos
literários, científicos, de divulgação,
jornalísticos ou publicitários.
As questões terão como meta principal medir a capacidade
do candidato em inferir, estabelecer referências e promover
relações entre textos e contextos, orações
e frases. Nesse particular, serão prioritariamente tratados os
aspectos gerais pertinentes ao tema, estrutura e propriedade dos
textos. Poderão, ainda, ser avaliados os elementos
lingüísticos relevantes à compreensão global
e/ou parcial dos textos. Nesse sentido, poderão ser formuladas
questões a partir de expressões e frases que sejam
relevantes para a compreensão do texto.
Na medida de sua importância, para a compreensão dos
textos, será exigido também o reconhecimento do
vocabulário e de elementos gramaticais básicos.